Na pátria da Mentira, o endereço da Verdade!


E OS ANOS PASSAM...

 

Na sala de casa, à noite. Uma mesinha de centro, alguns sofás a circundando, um tapete enorme a ocupar quase todo o chão, as paredes adornadas por vários quadros pequenos e fotografias de família. Na cadeira de balanço, perto da janela, iluminada pelo abajur e pela luz do luar que invadia o cômodo languidamente, uma mulher bordava. Entra um menino.

MÃE: Por onde andavas, meu filho?

MENINO: Brincando.

 

*

 

Na sala de casa, à noite. Uma mesinha de centro, alguns sofás a circundando, um tapete enorme a ocupar quase todo o chão, as paredes adornadas por vários quadros pequenos e fotografias de família. Na cadeira de balanço, perto da janela, iluminada pelo abajur e pela luz do luar que invadia o cômodo languidamente, uma mulher bordava. Entra um rapaz.

MÃE: Por onde andavas, meu filho?

RAPAZ: Bebendo.

 

*

 

Na sala de casa, à noite. Uma mesinha de centro, alguns sofás a circundando, um tapete enorme a ocupar quase todo o chão, as paredes adornadas por vários quadros pequenos e fotografias de família. Na cadeira de balanço, perto da janela, iluminada pelo abajur e pela luz do luar que invadia o cômodo languidamente, uma mulher bordava. Entra um homem.

MÃE: Por onde andavas, meu filho?

HOMEM: Trabalhando.

 

*

 

Na sala de casa, à noite. Uma mesinha de centro, alguns sofás a circundando, um tapete enorme a ocupar quase todo o chão, as paredes adornadas por vários quadros pequenos e fotografias de família. Na cadeira de balanço, perto da janela, iluminada pelo abajur e pela luz do luar que invadia o cômodo languidamente, uma mulher bordava. Entra um velho.

MÃE: Por onde andavas, meu filho?

VELHO: Vivendo. 



Escrito por Rodrigo às 02h56
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MEU DESAGRAVO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

União Estável Gay

Um passo rumo à Luz

 

Instigado por um dileto amigo, desfaço, ao menos por ora, o silêncio em que me retive nestes últimos meses para ater-me em algo que merece ser considerado.

Viste, caríssimo leitor, todo o asco que me revoltou ao ler aquele estapafúrdio acórdão de nossa “egrégia” Suprema Corte que jogou pá de cal na discussão sobre a aplicação da anistia aos militares que, entre 1964 e 1985, fizeram o que fizeram.

Também acompanhaste minha decepção – em tempos nos quais ainda me dava a tal luxo, decepcionar-me com coisa que tal – com a atuação irresponsável do STF na Operação Satiagraha, em que expôs, às escâncaras, as pústulas da desigualdade com que trata os jurisdicionados, dividindo-os em banqueiros (com direito a ligação do Presidente do STF a TRF exigindo informações, e concessão de habeas corpus em quarenta e oito horas) e pobres mortais que apodrecem (literalmente) nos presídios insalubres desta Republiqueta de Bananas por absoluta falta de acesso à Justiça (uns mais perspicazes, aliás, diriam, ao contrário, que eles têm acesso à Justiça até demais, encarnado nos cassetetes dos polícias e nas grades das cadeias que perpassam seu triste caminhar na terra... ou seja, de Judiciário estão é saturados).

Apesar disso, e sem me esquecer dessas vergonhosas atuações, eis que me surpreendo com o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI nº 4277, proposta pelo Procurador-Geral da República, e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 132, impetrada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro, em que o STF reconheceu, por unanimidade, a união estável entre pessoas do mesmo sexo, conferindo interpretação conforme a Constituição Federal ao art. 1723 do Código Civil para extrair-lhe qualquer discriminação sexual no reconhecimento de uma união estável como entidade familiar.

Caro leitor.

Sei que o assunto é candente, envolve crenças e opiniões fortes. Mas vamos logo ao que interessa.

A civilização tem dez mil anos. Já fomos Australopitecus, Homo habilis, Homo erectus, neandertais... vivemos milênios na Idade da Pedra. Custamos a sair da caverna platônica. A luz era-nos por demais ofuscante.

Nas primeiras cidades-estados, erguidas pesarosamente por escravos às margens de rios de água barrenta, os deuses eram cruéis e tinham feições humanas: eram os faraós.

A brutalidade era imensa. Os homens, do dia para a noite, eram esmagados como moscas. Não havia Poderes, não havia juízes. A lei, quando existiu, era uma só: “olho por olho, dente por dente”.

Essas civilizações, baseadas na crueldade e na desigualdade, caíram todas, umas após as outras. Caldeia, Egito, Babilônia, Grécia, Roma... Delas restaram a Esfinge, o Coliseu e as sepulturas (pirâmides).

Não sejamos injustos. Legaram-nos, também, as leis dos homens, a Democracia, a República... a Filosofia!

O que veio depois? Ele, Cristo.

Vem da lógica o raciocínio de que toda evolução parte do pior e vai para o melhor.

Ledo engano.

A evolução não é nada além disso: uma mera alteração. Uma mudança.

É o corolário do tempo, essa coisa indomável. É a marcha.

Há vezes em que os homens marcham para trás. Olham para o passado com uma nostalgia insuportável, visitam os cemitérios cheios de compaixão, adoram as lápides e rejeitam, com todo o fervor, o futuro.

Assim foi na Idade Média.

De Roma, da Grécia, do Egito, da Caldeia, sobrou apenas isto: um cadáver!

Fomos todos, por isso, a um sepulcro: voltamos à caverna. Retornamos à Idade da Pedra.

Foram mil anos de trevas! Mil anos, caro leitor, de uma marcha ignóbil comandada por adoradores recalcados de um corpo insepulto.

Nem faraós, nem reis, nem pretores: eram, agora, os padres.

E o que nos fizeram?

Cegaram-nos, com todas as suas forças. Subjugaram-nos, tornamo-nos cordeiros. Conspurcaram-nos, criaram o “pecado”. Desmembraram-nos, eis a sua Inquisição.

Eles tentaram. O sol, porém, não morreu.

E Galileu ousou falar.

Começou a ruir, assim, apenas com a luz, o Império da Sombra.

De repente, o homem decidiu abrir os olhos. Enxergou o futuro.

A partir de então, caro leitor, a Humanidade tem protagonizado algo extraordinário. É uma luta atroz e incansável, uma marcha dolorosa e pungente, uma ascensão lenta e arfante.

É a conquista da Luz!

Por isso que dói tanto. A chama arde. Não se deixa prender por nossas frágeis mãozinhas.

Cada passo rumo à luz, caro leitor, é uma dor e uma vitória.

O que nos impede? Ela, a Sombra. Não te engana: ela é sedutora. Seu perfume? A ignorância. Sua vagina? O ódio. Seu útero? O horror.

Muitos homens deixam-se encantar pelos assobios dessas sereias, e afogam-se no ingente Mar da Estupidez.

A um homem, é mais fácil enterrar-se do que voar.

Alguns, porém, por uma razão ou por outra, resistem.

Uma vontade, uma força, uma paixão avassaladora acende em sua alma e não a deixa mais em paz.

É a vontade de Céu!

Soltam as amarras, desprendem-se da pequenez, enfrentam os medos, espezinham os vermes.

Quando um homem é tomado pela Luz, não há Sombra que possa.

Vieram Da Vinci, Newton, Montesquieu, Voltaire, Rousseau... veio a França!

Depois de mil anos de vil jugo, os cidadãos sublevaram-se, pegaram em armas, marcharam, marcharam, tanto marcharam que derramaram sobre a terra o sangue impuro dos tiranos, gerações inteiras de Drácons e Herodes tombadas pela indignação dos miseráveis.

Nesse momento, a luz virou brasa e queimou, impiedosamente, os rastros da Infâmia.

Ela, a Infâmia, porém, tem seus truques. Um deles é sua cloaca. Gigantesca, resguarda seus ovos em entranhas putrefatas onde a luz não chega.

Um acaso, e tudo põe-se a perder.

Um inverno. Ele, o frio, e Napoleão perde a batalha.

Vem a Restauração. Esfacela-se a Europa entre suas vãs dinastias.

Ah, mas há isto. Uma coisa, caro leitor, há uma coisa que essas forças malignas, nascidas das sentinas do Mundo, não conseguem mais nos tirar: a Liberdade!

Começou, em 1789, uma luta incansável. Os humanos, tocados pelo fogo, acordaram de seu sono. E as Infâmias todas, uma a uma, devagar, gradual e ruidosamente, vêm caindo desde então. O feudalismo. O colonialismo. A escravidão. O nazifascismo.

E a Civilização vai, aos poucos, tomando consciência de si mesma.

Esta força, caro leitor, é invencível.

Tomar-nos-á a todos, sem exceção.

Não haverá totens, tabus, nem baratas. Dessa cruenta batalha, à Infâmia não sobrará pedra sobre pedra.

É a marcha inexorável do Progresso!

Às vezes acontece. Há dias em que testemunhamos, com esses olhos que um dia a terra nos haverá de comer, fatos incríveis!

Homens e mulheres que, com suas mãozinhas, apontando para a Luz!

Mostram-na assim, num aceno, num gesto que, de tão extraordinário, é seguido por todos os demais, quer queiram, quer não.

Ninguém consegue ficar indiferente a ela, a Luz. É forte demais para ser ignorada.

É aí, caro leitor! Sim, é precisamente aí que conhecemos, irremediavelmente, a mais íntima natureza de nosso caráter.



Escrito por Rodrigo às 14h55
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Nesses momentos gloriosos, há os que se cegam. Ao sujeitar suas frágeis e míopes vistas à vontade dos raios, os desgraçados são violentados pelas Sombras de que sempre beberam. Seu entendimento limitado aferra-se de tal maneira à conservação do passado, às formas mortas, às lembranças esquecidas, aos pré-conceitos nefastos repentinamente varridos da face da terra que chegam a estrebuchar. São essas criaturas leprosas, cadavéricas, imundas, sujas das seivas fúnebres do Aqueronte que erguem, embalde, seus vis punhos ao furor acachapante da Civilização.

Outros, porém, caro leitor, ao vislumbrarem-Na, a Luz, sorriem! Entregam-Lhe comovidos seus corações cheios de ternura, e ajoelham-se a Ela em deferência a pedir “Que posso fazer por Ti?” Ao ouvirem o suave “Honrem-me”, esses homens levantam-se e, com a certeza de estarem diante da Glória, correm, esbravejam, atiram-se enlouquecidos sobre a sujeira do Mundo, e não descansam enquanto a não extirpam de seu horizonte.

É só isso, esse embate, caro leitor, que move o Mundo.

Afinal, por que escrevo todas essas palavras?

Por uma razão muito simples: devo um desagravo ao STF.

Ao anunciar ao povo tupiniquim, rara amostra ainda viva da matéria amorfa da qual a Humanidade provém, que os homens podem amar quem bem entenderem; ao declarar aos quatro ventos que o coração humano está, e sempre estará, além de qualquer entendimento; ao proclamar, para todo o sempre, que nem todos os preconceitos do Mundo amalgamados na suprema ignorância de um só povo conseguem derrubar, com sua matriz tenebrosa, o mais evidente e elementar direito de um ser humano, amar; então, meu caro e bom leitor, testemunhamos, com esses mesmos olhos que temos na cara e que um dia a terra haverá de nos comer, um dos raros momentos em que a Civilização bradou para todo o Mundo ouvir.

Viu-se, nessa decisão, em todo o seu esplendor, uma amostra da Glória!

De que mais somos capazes? Só o tempo dirá.

Mas, como? As Sombras movem-se. Os vermes estão irados. Os ratos saíram da toca. Podemos ouvir seus gritos.

Não nos alarmemos. Os cadáveres morrerão. Seu dia chegará.

E quem além de Victor Hugo poderia resumir tudo de maneira tão graciosa? Peço licença aos Céus para transcrever o seguinte trecho da obra magnífica “Os Miseráveis”, em que ele fala justamente dela, a Marcha Inexorável do Progresso:

“O desenvolvimento intelectual e moral não é menos indispensável que o melhoramento material. Saber é um viático; pensar é primeira necessidade; a verdade é alimento assim como o trigo. A razão, em jejum de ciência e sabedoria, definha. Lamentemos, tanto quanto pelos estômagos, pelos espíritos que não se alimentam. Se há alguma coisa mais pungente do que um corpo agonizante pela falta de pão, é uma alma que morre pela falta de luz.

O progresso todo pende para o lado da solução. Um dia ficaremos estupefatos. À medida que o gênero humano se elevar, as camadas profundas naturalmente sairão da zona de desgraça. O fim da miséria ocorrerá por meio de uma simples elevação de nível.

Dessa abençoada solução seria um erro duvidar.

O passado, de fato, tem muita força no momento em que estamos. Ele se recupera. Esse rejuvenescimento de um cadáver é espantoso. Ei-lo que anda e se chega. Parece vencedor; esse morto é um conquistador. Chega com sua legião, as superstições, com sua espada, o despotismo, com sua bandeira, a ignorância; há pouco tempo ganhou dez batalhas. Avança, ameaça, ri, está diante de nossas portas. Quanto a nós, não nos desesperemos. Vendamos o campo onde Aníbal se instala.

Nós, que acreditamos, o que podemos temer?

Não há retrocessos de ideias bem como não há retrocessos de rios.

Mas, que aqueles que não desejam um futuro pensem bem nisso. Dizendo não ao progresso, não é o futuro que eles condenam, mas a si mesmos. Contraem uma doença sombria, inoculam-se o passado. Só há uma maneira de recusar o Amanhã, morrer.

Ora, morte nenhuma, a do corpo, o mais tarde possível, a da alma, jamais, é o que queremos.

Sim, o enigma dirá sua palavra, a esfinge falará, o problema será resolvido. Sim, o povo esboçado pelo Século XVIII será construído pelo século XIX. Idiota de quem duvidar! A eclosão futura, a eclosão de bem-estar universal que se aproxima é um fenômeno divinamente fatal.

Imensos impulsos de conjunto regem os fatos humanos e levam-nos, todos, após um certo tempo, ao estado lógico, ou seja, ao equilíbrio, ou seja, à eqüidade. Uma força composta de terra e de céu resulta da humanidade e a governa; essa força é uma realidade de milagres; soluções maravilhosas não lhe são mais difíceis do que peripécias extraordinárias. Ajudada pela ciência que vem de um homem e por um acontecimento que vem de outro, ela pouco se espanta com as contradições na colocação dos problemas, que ao povo parecem impossibilidades. Não é menos hábil em fazer brotar uma solução pela aproximação de idéias que um ensinamento pela aproximação de fatos, e pode-se esperar tudo por parte desse misterioso poder do progresso que, um belo dia, confronta o Oriente e o Ocidente no fundo de um sepulcro e faz Bonaparte dialogar com os imames no interior da grande pirâmide.

Nessa espera, que não haja descanso, nem hesitação, nem pausas na grandiosa marcha avante dos espíritos. A filosofia social é essencialmente a ciência e a paz. Tem como meta, e deve ter como resultado, dissolver a cólera por meio do estudo dos antagonismos. Ela examina, perscruta, analisa; depois, recompõe. Procede pela via da redução, eliminando totalmente o ódio.

Que uma sociedade se perca ao vento que se enfurece sobre os homens, isso já foi visto mais de uma vez; a história é repleta de naufrágios de povos e de impérios; costumes, leis, religiões, um belo dia, esse desconhecido, o furacão, passa e leva tudo consigo. As civilizações da Índia, da Caldéia, da Pérsia, da Síria, do Egito, desapareceram uma após a outra. Por quê? Nós o ignoramos. Quais são as causas desses desastres? Não as conhecemos. Essas sociedades poderiam ter sido salvas? Tiveram culpa? Ter-se-iam obstinado em algum vício fatal que fez sua perdição? Que quantidade de suicídio existe nessas mortes terríveis de nações e de raças? Perguntas sem resposta. A sombra cobre as civilizações condenadas; elas faziam água, pois afundaram. Não temos nada mais a dizer; e é com uma espécie de pavor que vemos desaparecer, no fundo desse mar que chamamos de passado, por trás dessas ondas colossais, os séculos, esses imensos navios, Babilônia, Nínive, Tarso, Tebas, Roma, sob o sopro medonho que sai de todas as bocas das trevas. Mas, o que lá eram trevas, aqui é claridade. Ignoramos as doenças das civilizações antigas, mas conhecemos as enfermidades da nossa. Temos, por toda parte sobre ela, o direito à luz; contemplamos suas belezas e colocamos a nu suas deformidades. Onde ela tem um mal, sondamos; e, uma vez constatado o sofrimento, o estudo da causa conduz à descoberta do remédio. Nossa civilização, obra de vinte séculos, é ao mesmo tempo monstro e prodígio dessa obra; vale a pena ser salva. E ela o será. Consolá-la já é o bastante; iluminá-la, é ainda muito mais. Todos os trabalhos da filosofia social moderna devem convergir para essa meta. O pensador de hoje tem um grande dever, auscultar a civilização.

Repetimos, essa auscultação é encorajadora; e é por essa insistência no encorajamento que queremos acabar estas poucas páginas, entreato austero de um drama doloroso. Sob a mortalidade social sente-se a imortalidade humana. Por haver aqui e ali essas chagas, as crateras, e essas impigens, as solfataras, por haver um vulcão que supura e lança seu pus, nem por isso o globo vai morrer. Doenças do povo não matam o homem.

No entanto, quem quer que siga a clínica social meneia a cabeça por instantes. Os mais fortes, os mais ternos, os mais lógicos têm suas horas de desânimo.

O futuro chegará? Parece que quase podemos nos fazer essa pergunta quando vemos tanto dessa sombra terrível. Melancólico, face a face com os egoístas e os miseráveis. Entre os egoístas, os preconceitos, as trevas da educação rica, o crescente apetite para o imbriamento, um atordoamento de prosperidade que ensurdece, o receio de sofrer que, em alguns, vai até a aversão pelos sofredores, uma insatisfação implacável, o eu tão empertigado que fecha a alma; entre os miseráveis, a cobiça, a inveja, o ódio de ver os outros felizes, os profundos impulsos da besta humana para a saciedade, os corações cheios de névoa, a tristeza, a necessidade, a fatalidade, a ignorância impura e simples.

Deve-se continuar erguendo os olhos para o céu? O ponto luminoso que ali se vê é daqueles que se apagam? O ideal é medonho ao ver-se assim perdido nas profundezas, pequeno, isolado, imperceptível, brilhante, mas rodeado de todas essas grandes e negras ameaças monstruosamente amontoadas à sua volta; no entanto, não está em maior perigo do que uma estrela nas goelas das nuvens” (VICTOR HUGO, em “Os Miseráveis”. Tradução de Regina Célia de Oliveira. São Paulo: Martin Claret, 2007, Vol. 2, pp. 178-181).

 



Escrito por Rodrigo às 14h54
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